Archive for April, 2007

Links. Ottawa x Edmonton.

Ainda no assunto cidades, vou deixar dois links que achei muito bons.

A Adriane do blog recém lançado New Home Canada está fazendo um comparativo sobre as cidades de Ottawa e Edmonton. Essas são as duas opções deles e as pesquisas já estão bem adiantadas. Gostei do post sobre Ottawa e fiquei com vontade de pesquisar mais sobre essas duas cidades que cada vez mais sobem no meu conceito. Eles tem uma filhinha de 7 meses e ela é arquiteta como nós, então…mais um blog para a lista de visitas. : )

Eu estou cada vez mais fascinado com essa troca de informação entre os blogueiros… Nesse post do blog Terra do Maple foram postadas muitas informações interessantes sobre várias cidades. Sem contar todas as contribuições que a Alexandra, agora Building Bridges, já deixou aqui no blog. Logo ela estará em Toronto e com certeza irá abordar vários assuntos interessantes…..

Vale a leitura de todos os links.

Abraços e boa semana a todos.

Daniel

EDIT. Fiz uma correção, pois havia dito que a Adriane tinha uma filha de 7 meses. Confusão da minha cabeça. Na realidade eles tem 7 meses de processo.

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Onde não ir em Vancouver.

Li essa matéria hoje no site do The Dominion e achei interessante, pois mostra um lado do Canadá que não vemos sempre. A matéria fala um pouco sobre uma das áreas mais pobres do país, segundo eles “The Poorest Postal Code” fica no Vancouver´s Downtown Eastside. As várias fotos expostas no site mostram um pouco do que é a pobreza por lá. Eles enfrentam problemas com drogas, sem-teto, prostituição e violência policial, assuntos comuns aqui no Brasil. A situação não é nada boa e o local parece perigoso, sujo e degradado. Mas o que mais me chamou a atenção foi que, apesar de pobre, o bairro não pode ser comparado as nossas favelas, nem mesmo consigo compará-lo aos bairros mais pobres de Fortaleza.

Nossa pobreza, realmente, vai bem mais além e faz o Downtown Eastside de Vancouver parecer coisa comum. Por lá, é assunto de ativistas.

Clique Aqui para ler a matéria.

Aqui o link para o jornal.

Pelo menos já sei onde não ir em Vancouver.

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Excelente vídeo sobre imigração.

Vi no blog Unzip Canadá o link para um excelente vídeo sobre imigração. O filme de 16 min mostra os imigrantes em Quebec, mas aborda temas que são válidos para qualquer imigrante. Tem vários depoimentos de brasileiros que moram por lá, inclusive alguns já conhecidos da blogosfera. Confiram.

Brasileiros em Quebec – Google Vídeo

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Estudando para o IELTS. Listening.

Recetemente o Daniel do Blog Entrando Numa Fria fez um post a respeito da prova dele para o IELTS. O Paulo do Luz Canadá e a Jú dos Paulistanos Numa Fria também. O Daniel não gostou muito da prova, e está esperando o resultado. A Jú fez uma descrição bem legal da prova no blog e parece ter gostado. O Paulo já recebeu o resultado e conseguiu atingir o objetivo. Eu ainda estou estudando, mas já sei algumas coisas sobre o teste que podem ajudar os futuros candidatos.

Minha preparação é feita na Cultura Inglesa aqui de Fortaleza. Faço aulas particulares, focadas somente no IELTS. Na verdade, parei as aulas esse mês de abril e retorno em maio, mas continuo estudando em casa. Meu nível esta razoável, mas estou bastante enferrujado no Speaking e Writing. Vou tentar passar algumas informações que já aprendi nas aulas.

O Teste.

O teste é dividido em 4 partes, como todos já devem saber, Listening, Reading, Writing e Speaking. Essa é a ordem que o teste é executado aqui em Fortaleza, mas em alguns lugares o speaking é feito em outro dia, ou horário. As vezes, como no caso da Jú, em outro local também. Vou dividir tudo em 4 posts….Hoje falo sobre o Listening.

Listening.

O teste é feito em 30 minutos, tem 40 perguntas e 4 sessões. Algumas são de múltipla escolha e em outras é preciso escrever especificamente o que eles pedem. Não dá para parar o gravador, nem voltar a fita. Ouvimos tudo uma única vez. É necessário muita concentração para não perder o fio da meada e deixar de fazer questões por pura desatenção. Eu imaginava que o teste fosse feito individualmente, com bons fones de ouvido e em cabines particulares, mas parece que não é o caso. É melhor esperar por um CD player sem potência e com som abafado, uma salinha com ar-condicionado barulhento e cheia de gente nervosa.

Já fiz uns simulados do Listening e minhas dicas, por enquanto, são:

1. Estude todos os sotaques.

Para mim os australianos parecem falar outra língua. Eu preciso ouvi-los mais. Já no caso do british accent é apenas uma questão de costume, depois que aprendemos descobrimos que eles falam mais corretamente que os americanos, fica até melhor de entender. Você também deve ouvir indianos e asiáticos pois, quando aparecem nos testes, eles confundem bastante nossa cabeça.

2. Responda apenas o que sabe e pule para a próxima questão.

Se não souber a resposta, ou não conseguir entender o que foi dito, por favor continue escutando e passe para a próxima pergunta. As vezes ficamos tentando achar uma resposta e perdemos a próxima questão. Em alguns casos informações ditas mais adiante no teste deixam pistas sobre o que não conseguimos entender antes. O tempo é curto e é melhor se concentrar no que está sendo dito.

3. Use o tempo, entre as partes do teste, de forma inteligente.

Em algumas partes do teste, eles te dão um tempo, em torno de um minuto, para ler a questão, ou seção, seguinte. Use esse tempo. Leia a questão, analise as perguntas e os itens que vem a seguir. Assim você já sabe do que se trata a próxima parte do teste e já pode se preparar para o que vai escutar. Fica mais fácil, por exemplo, saber se o que será pedido é uma data, um lugar ou um nome próprio. Depois é só ficar focado em achar essas informações no Áudio.

4. Não é preciso entender tudo que é dito.

É bom sempre lembrar que o importante não é entender tudo que é tocado, o que vale mesmo é responder as perguntas, que muitas vezes, são bem simples. Uma vez fiz um simulado de Listening onde um australino, com sotaque do interior (tip o o caçador de crocodilos) , falava sobre uns lobos, e a matança de uns animais para proteger as fazendas de uma cidade. Era um discurso demorado e em alguns trechos eu fiquei voando, sem entender nada, mas no final tive um bom resultado pois consegui “pegar” exatamente os diálogos onde estavam as respostas. No meio de toda bagunça eu achei o que precisava, mesmo fora de contexto em alguns casos. Se me pedissem para fazer um resumo do que escutei, seria um desastre.

5. Escute muito inglês.

Essa é óbvia, mas quero mesmo é falar sobre os podcasts. Eles são ótimas ferramentas para melhorar o listening. Eu já falei sobre eles aqui, nesse post, e digo novamente que vale muito a pena escutá-los. É bom ter cuidado pois as vezes os sotaques tendem a ser um pouco uniformes, já que os locutores tem uma dicção perfeita e tedem a ter o sotaque polido. É bom também escutar entrevistas e talk shows, pois neles percebemos mais “gírias” e expressões locais, e sentimos mais como as pessoas falam no dia-a-dia. Eu escuto bastante inglês…já cheguei a escutar 6 horas de pocast em um só dia, não necessáriamente para estudar, mas porque os programas são muito interessantes. Faço isso enquanto trabalho e uma coisa não atrapalha a outra.

Baixe o iTunes, procure podcasts que lhe interessem no Music Store (apesar desse nome, os podcasts são free), e passe o dia com seu MP3 player no ouvido. Estude bastante e aprenda a responder rápido as questões, que você conseguirá uma ótima nota. Tenho certeza.

Abraço a todos e espero que isso ajude.

Depois, em outro post, falo algo sobre o Reading.

Daniel

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Sobre o Brasil na mídia canadense.

Saiu no blog da revista Spacing uma notícia com uma boa referência ao Brasil. A revista é canadense e trata de aspectos urbanísticos de Toronto, falei dela aqui nesse post. A nota é sobre a lei que retirou as propagandas dos outdoors em São Paulo, limpando a cidade da poluição visual. Esse é um problema que Toronto também enfrenta. Por lá, esse tipo de propaganda só tem crescido, inclusive a que é feita ilegalmente.

É bom ver idéias boas do Brasil tendo repercussão no Canadá. Eu particularmente acho a lei extremamente urgente e necessária, não só em São Paulo, mas em todos os grandes centros urbanos. Deveriam proibir também aqueles “totens” e placas luminosas enormes, as vezes com 5 andares de altura, que anunciam todo tipo de estabelecimento e disputam uma vaga no espaço já tão poluído das nossa ruas. Quem sabe, tirando o excesso de placas, “as arquiteturas” apareceram novamente e passaremos a valorizar mais nossas cidades e a perceber esse belo patrimônio cultural que é a arquitetura.

Toronto tem muito o que aprender com São Paulo. Pelo menos nesse aspecto.

Leia aqui a notícia.

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“Torontonians” são humanos.

Um cineasta chamado Albert Nerenberg está filmando um documentário sobre Toronto. A opera se chama, “Let´s all hate Toronto”. Com suas cameras ele tenta descobrir porque a grande cidade é tão odiada. O que acabou descobrindo foi que os locais também são humanos. Que besteira.

Não sei o que ele esperava descobrir, mas é óbvio que os “Torontonians” são humanos. Ele andou pelo metrô tentando criar situações estranhas com atores e buscando reações negativas das pessoas. Conseguiu o contrário, e agora seu filme está se tornando um “loving portrait of Toronto”. Toda a brincadeira é bem surpeficial e, na minha opinião, não leva a lugar nenhum. Baseada em uma idéia boba, ele descobriu o óbvio, mas ainda acredita que Toronto “sucks a little bit”. O documentário com certeza será uma boa obra de comédia e auto-ajuda e provavelmente não trará nenhuma pesquisa mais séria sobre a cidade. Uma pergunta que me faço, é se realmente existe um “Torontonian” típico dentro daquela sôpa multicultural que é a cidade. Quando chegar por lá eu digo o que achei.

Vale a pena ler a matéria do Toronto Star, aqui, e ver o que eles dizem. Talvez você tenha uma opinião diferente da minha.

Abraço e boa semana a todos.

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Toronto, pros e contras.

Continuando o assunto das cidades…

Discutindo por aqui, chegamos a 4 cidades em que cogitamos morar. São elas Toronto, Ottawa, Edmonton e Vancouver. Vancouver ainda permanece na lista por teimosia minha e Edmonton é uma cidade que sai um pouco do que queremos, mas recebemos ótimas referências de lá. Vou tentar fazer posts com o que consideramos pros e contras de cada cidade, listando tópicos que para nós são importantes. Lembrando sempre que isso reflete somente a nossa pesquisa feita por internet e conversas que tivemos com alguns moradores das cidades ou pessoas que já as visitaram.

Toronto.

A maior cidade do Canadá. Uma metrópole multicultural que recebe a grande maioria dos imigrantes. Se somarmos os subúrbios e as cidades próximas que compõem a GTA (Greater Toronto Area) , a métropole fica enorme. Sobre ela existe um sentimento contraditório, um tipo de ame-a ou deixa-a (exs. aqui e aqui). Percebi isso lendo blogs e alguns artigos. Muitos odeiam e muitos adoram a cidade e é difícil encontrar o meio termo. Algo como uma São Paulo canadense. O clima de lá é mais ameno, se comparado a média canadense, não neva e nem chove em demasia e o frio não é tão intenso e insurpotável. Por se uma grande cidade do mundo ela está sempre no roteiro de programações culturais de alto nível. Tem uma grande universidade bem no seu centro e ótimas escolas de toda variedade, como por exemplo a escola de computação gráfica MaxTheMutt e o Sheridan Institute (em Oakville, mas bem perto). Bem, Vamos lá…

Pros.

1. Cidade grande e multicultural.

A cidade já possui uma cultura de receber imigrantes e toda uma preparação para isso. Ela também recebe moradores de todos os locais do Canadá. Dizem ser difícil encontrar “Torontonians” originais, nascidos lá. Todo essa grandiosidade da ciadade é positiva, pois irá facilitar nossa adptação, teremos acesso a todo tipo de serviço e menos choque cultural. Muitas opções de diversão e provavelmente pouca monotonia. Poderemos optar por morar em subúrbios ou cidades próximas, praticamente coladas a Toronto, como Missisauga, e mesmo assim trabalhar no centro.

2. Cidade muito dinâmica e um grande centro cultural do Canadá.

Sempre em movimento e com muita enfase nas questões urbanas, a cidade está sempre em evolução, buscando melhorar o espaço urbano e a qualidade de vida dos moradores. Questões como melhoria nas ciclovias, design de mobiliário urbano, medidas que facilitem a adaptação de imigrantes, estão sempre na mídia. A toda hora vemos anúncios de shows do nível de U2, Rolling Stones, Radiohead…e também programações variadas de todo tipo de cultura mundial. Imagino que seja uma cidade sempre em mutação e muito movimentada, um tipo de Nova Iorque do Canadá.

3. Melhor oferta de empregos.

Lá você encontra a maior variedade e quantidade de ofertas formais de emprego. Foi também o único local onde encontrei, pela internet, empresas que atuam na minha área que é a de ilustrações para arquitetura. Empresas grandes e bem estabelecidas e que a todo momento abrem vagas de trabalho, anunciadas nos próprios sites. Eu sempre preencho a maioria dos requisitos, e no caso dessa especialidade o que vale mesmo é um bom Portifólio, o que tenho.

4. Localização

Mais próxima do Brasil, impossível. Fica também próxima dos Estados Unidos e, específicamente de Nova Iorque, cidade que queremos muito conhecer. Por está mais ao sul, possui um clima “agradável” e menos frio que Montreal, Ottawa, Edmonton….etc. Fica bem próxima a fronteira com Quebec. Isso é um ponto positivo, pois já sabemos um pouco de frânces e prentendemos melhorar ainda mais nosso conhecimento da língua e, quem sabe, morar em Montreal ou Quebec. Isso abriria ainda mais portas em relação ao trabalho.

5. Está no lado europeu do Canadá.

Várias pessoas já me disseram: existe sim uma espécie de divisão informal entre as cidades do Leste e do Oeste canadense. Uma espécie de richa entre as duas regiões. O Leste é mais Europeu e o Oeste mais Americano, mais parecido com o vizinho EUA. Se tenho a opção, apesar de não ser um ponto chave, escolho morar do lado Europeu, perto de cidades charmosas como Montreal e Quebec, perto dos francofônicos e mais próximo da Europa. Se quiser me sentir nos Estados Unidos é só pegar o carro e “passar” em Nova Iorque. : )

Outros aspectos positivos como parques, qualidade de vida, educação e noção de cidadania da população, organização..etc etc, Estão presentes em todas as grandes cidades canadenses e são pontos em comun.

Contras.

1. Cidade muito grande e multicultural.

Isso também é um ponto negativo. Mais concorrência pelas vagas de trabalho.Teremos que nos diferenciar ainda mais para se destacar no meio da multidão. As pessoas tendem a ser mais fechadas e mais frias em grandes centros como Toronto. As distâncias são maiores, bem maiores. Isso causa problemas de transporte público e provavelmente algum tempo perdido no trânsito diariamente. Cidades como essa, que crescem em demasia e muito rápidamente, também acabam enfrentando problemas de infra-estrutura, como lixo, espera em hospitais, mais violência e um custo de vida bem mais elevado.

2. Multicultural, até demais.

A cidade é do mundo. As caractéristicas típicas canadenses acabam desaparecendo, se é que elas existem, e a cidade perde a identidade. Existe também um tendência a formação de guetos, verdadeiras cidades onde povos imigrantes se unem, se fecham e passam a viver pratiacamente isolados. Percebi isso particularmente entre os povos asiáticos. Acredito que possa existir também uma tendência a culpar os imigrantes pelos problemas da cidade.

3. A beleza não é o forte de Toronto.

Confesso que achei a cidade um pouco feia. Procurando por fotos me daparei com uma cidade aparentemente “suja”, pelo menos nos subúrbios e nos padrões canadenses, cheia de cabos e fios elétricos. Tem muitas placas de propaganda por todo lado e sinceramente não vi uma identidade. Não consegui ver pelas fotos uma característica sobre qual pudesse dizer: “isso é a cara de Toronto!”. Obviamente a cidade tem locais bonitos, belos parques e bairros belíssimos com casas vitorianas e muita riqueza, que provavelmente não devem ser nada baratos.

4. Custo de vida.

Como já disse no 1o. ponto. É a cidade canadense com custo de vida mais elevado. Tudo é muito caro e recentemente resolveram criar ainda mais impostos sobre bebidas alcoolicas, estacionamentos, cigarros, cinema, etc, isso na intenção de manter o orçamento equilibrado. Um apartamento bem localizado, pequeno e agradável, por lá, não deve sair por menos de 1000 dolares ao mês. Se quisermos morar no downtown, onde as coisas acontecem e realmente aproveitamos todo o potencial da cidade, esse valor deve subir bastante.

Toronto está no topo da nossa lista. Nenhum dos pontos negativos inviabiliza a nossa escolha e ela tem fortes pontos positivos. No próximo capítulo vou tentar abordar a linda Vancouver.

Bem, é isso…escrevi bastante e gostaria que vocês deixassem também suas opiniões e compartilhassem suas experiências. Me corrijam se eu estiver falando alguma maluquice e acrescentem ou complementem os pontos que já citei. Vamos discutir um pouco pois acho que será bom para todos que estão na mesma dúvida.

Abraço.

Daniel

PS. Vou tentar colocar algumas fotos aqui no post. Eu nunca fui por lá, por isso terei que pesquisar bem na internet para encontrar fotos que representem o que disse aqui. Em breve também atualizo a página links como mais sobre Toronto.

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Nosso segundo filho deverá ser Canadense.

Somos uma família de 3 pessoas. A Gabriela é nossa primeira filha e já está com quase três anos, quase passando da idade, na nossa opinião, para ter um irmãozinho… ou irmãzinha. Bem, é fato que queremos ter outro filho. Se teremos um terceiro ainda está em aberto, mas o segundo é certo, e provavelmente nascerá no Canadá.

Dia 5 de abril, semana passada fiz 30 anos. A Raquel fará 30 já em julho. Não estamos tão velhos assim, mas nos preocupamos bastante com esses prazos e todo esse período em que a nossa vida dá uma certa parada esperando pelos vistos. Últimamente nos pegamos fazendo várias vezes a mesma conta. Uma tentaviva de calcular quantos anos teremos quando chegarmos por lá e quando poderemos ter outro filho. Fazemos as mesmas perguntas sempre. Será que vale a pena esperar tanto tempo? Não seria melhor “encomendar” logo outro e já ir com os dois para lá? E se o processo atrasar? O que é mais importante?…etc. É uma questão importantíssima na nossa vida que não pode ser deixada de lado.

A verdade é que já decidimos ter o filho só por lá, e faremos logo na chegada, sem demora. Todo o processo de imigração já é bem complicado, nos estressa um pouco, desgasta nossa mente, gasta nossas economias e nosso tempo. Seria muito complicado no momento conciliar uma gravidez e a imigração. Financeiramente, emocionalmente e até fisicamente, ficaríamos focados apenas na nossa família. O processo de imigração seria colocado de lado e provavelmente desistiríamos e nos acomodariamos por aqui mesmo. Já que temos a vantagem de ainda ter 30 anos, podemos prolongar um pouco a espera pelo segundo filho.

Temos total certeza que vamos conseguir realizar nossas metas e até ultrapassá-las. É certo que imigraremos e chegremos por lá no início de 2009. Por lá, conseguiremos nossos trabalhos e nossa estabilidade e…Teremos um filho que já nascerá com uma irmazinha grande, pais mais felizes e realizados e todo um mundo de possibilidades que não teria aqui no Brasil.

Já consigo até imaginar a Gabi ensinando ele, ou ela, a andar de patins no gelo e a falar as primeiras palavras em português.

Abraço a todos…e boa semana.

Daniel

PS. Recentemente vi no blog Terra do Maple um assunto bem parecido. No caso deles é o primeiro filho…e a decisão foi ter por aqui mesmo. Vale uma lida. O Blog também tem outros assuntos bem interessantes sendo abordados.

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A praia…

Estamos indo para a praia, passar o feriado. Engraçado é que depois que comecei a levar mais a sério esssa história de Canadá, comecei a ir mais a praia. Moro numa cidade costeira, com lindas praias, e confesso que já fiquei mais de 1 ano sem pisar na areia…entrar no mar então, devo ter ficado alguns anos sem isso.

Já cortei o cabelo…Segunda vamos tirar as fotos para renovar o passaporte. Até o fim do mês daremos entrada no processo.

Ainda sobre as cidades…Andei pesquisando e Vancouver está praticamente excluída, por causa do “Big One”. Sério mesmo, depois faço um post sobre isso. Calgary também, tá meio fora da lista. Ottawa cresceu no meu conceito depois que resolvi pesquisar mais sobre a cidade. Eita dúvida cruel….
Enfim, bom feriado para todos.

Abraço

Daniel

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Escolha difícil.

Hoje vi no blog Our Great European Adventure, da Alexandra, um post sobre o ranking das melhores cidades do mundo para se viver. Me refiro ao ranking da Mercer que, baseado em um sistema de pontuação, analisa a qualidade de vida em algumas das melhores e maiores cidades do mundo. O ranking coloca Vancouver em terceiro lugar e Toronto em décimo quinto, no ranking de qualidade de vida. Calgary aparece em primeiro lugar no ranking de saúde e saneamento. As diferenças de pontuação são mínimas e são afetadas por fatores como o clima e uma pequena diferença nos índices de criminalidade entre Europa e America do Norte.

Com outras cidades canadenses também aparecendo muito bem colocadas, nosso problema só aumenta. Qual cidade escolher? Tudo parece tão bom a primeira vista, que ficamos perdidos circulando de um lado ao outro do Canadá através do Google Maps. O ideal seria visitarmos pessoalmente algumas das cidades selecionadas, mas já descartamos isso devido ao custo. Nossa única saída é a internet e a “imaginação”. Procuramos fotos, relatos de imigrantes, blogs, notícias, estatísticas, mapas e tudo mais realcionado as cidades que elegemos como alvos. No momento estamos tentando estabelecer critérios para reduzir o número de candidatas para umas 4 cidades, mas quando se compara locais como Vancouver, Toronto e Ottawa, por exemplo, fica muito difícil tomar uma decisão.

Quando comecei a pesquisar sobre as cidades, confesso que não achei Toronto bonita. Na verdade, achei feia mesmo. Cheia de cabos e fios, com muitas placas publicitárias e suburbios muito distantes do centro, ela me pareceu um pouco caótica e suja. Vancouver, no entanto é encantadora. Uma cidade linda, com uma natureza exuberante ao redor, que fica próxima do Hawaii e tem um clima mais ameno que o resto do país. Já a cidade de Ottawa fica na fronteira com Quebec, o que consideramos um ótimo aspecto, além de ter Gatineau logo ao lado. Calgary, segundo um documentário que assisitmos, parece uma cidade do oeste americano. Cheia de vaqueiros e peões, ela perdeu uns pontinhos….E assim seguimos aumentando nossa indecisão.

Obviamente estamos pesquisando também fatores como facilidade de adaptação, transporte, custo de vida, trabalho, mas no final todas acabam se nivelando. Nosso objetivo agora é elaborar uma lista de pros e contras de cada uma das cidades e tentar diminuir a quantidade de “alvos”. A boa notícia é que temos tempo, bastante tempo, já que nem iniciamos oficialmente o nosso processo.

E vocês, que também estão imigrando ou já imigraram, como escolheram a cidade ? Nos contem… : )

Abraços e boa semana a todos.

Daniel

PS. Dia 5 desse mês farei (Daniel) 30 anos. Meu pai, o seu Chico, que recetemente virou leitor desse blog e deu uma enorme injeção de energias positivas no nosso projeto, resolveu que também dará uma injeção de capital. Me deu de presente de aniversário a taxa para o início do processo. Prensentão! Muito bom…assim ficamos mais aliviados para já ir colocando alguma coisa na poupança. Confesso que fiquei com um frio na barriga, pois até o fim do mês estaremos entrando definitivamente na lista de processos em andamento do consulado. Pai, obrigado mesmo, ainda vamos nos divertir muito por lá.

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A Gabi tinha 1 aninho…tá parecendo o Zacarias nessa foto. Lindinha. Foi mais ou menos nessa época que começamos a pensar sobre imigração.

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